segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sutilezas






Hoje estou uma educação só. Só perguntei ao cidadão:

"Já pediu seu teste de paternidade para o Dicionário Aurélio?"

Algo me diz que ele não entendeu. Fazer o quê?

Ser sutil não é bem a minha forma de lidar com algumas coisas, mas até que mando bem quando sou.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Star Trash I - Missão à Bolfogrameidos


Star Trash - Missão à Bolfogrameidos

Diario de Borbo- 33.530.736/9- Missão á Bolfogrameidos.

Dia 1:
Aqui é o Comandante Estelar Shultz e sua tripulação, a bordo da SS.
Cacilda Becker. Estou em uma importante missão em direção à constelação de
Bolfogrameidos, durante 2 anos, para conhecer o universo e além. A
tripulação está preparada, bem disposta e se Deus quiser teremos uma boa
missão e obteremos um bom resultado.
Estamos confiantes em nossos técnicos, que apesar de serem uns
tapados, estão incentivados em não nos deixar morrer estupidamente no espaço
(morreremos de um modo inteligente, portanto), em nossa Central de
Inteligencia e Comunicação e Apoio (CICA), que vão ficar na terra em
segurança, aqueles sortudos e em minha esposa (que jura de pé junto que
aquele colega inca-venuziano que ela sai para conversar e volta de cabelo
molhado de vez em quando é apenas um bom amigo).
Estamos principalmente confiantes que o fato de termos sido
obrigados pelo governo a sair nessa lata velha é sinal de que algo nesse
governo democrático não cheira bem (e não são só os malditos incas
venuzianos).
Estamos indo aonde nenhum homem jamais esteve, já que tem que ser
muito macho para ir a um zilhao de anos luz da terra numa nave estelar
"semi-nova" como esta.


Dia 2:
Para desestressar o ambiente, a Tenente Ripley resolveu nos fazer um
show de striptease em que mostrava ... Tudo! A coisa foi bem até a hora que
ela incluiu nesse "tudo" uma chapa 3d de seu alien no cerebro. Alguns
tripulantes ainda não se recuperaram totalmente. Estou com ansia. Nunca mais
quero pensar em sexo. Pelo menos com mulheres com cerebro.

Dia 3:
Estamos em dobra espacial, velocidade ESTUPENDA. Isso em termos
matemáticos significa que eu cabulei a aula de leitura de instrumentos na
academia e não tenho a menor idéia de quão rápidos estamos. Só sei que é
rápido para cassete.
Meus auxiliares diretos nesta missão são: a tenente Ripley (já
apelidada de Horripley), o capitão Floquinhos (especialista em crises
capilares e caspa, um problema em gravidade zero), o androide sociopata
3-OITAO, os especialistas em relações extraterrenas e em Paranoia Avançada,
Fax Modden e Donna Scanner (gêmeos siameses, mas de pais diferentes), o
gerente de Jogos e contabilidade, Don Casmurro e nosso especialista em
lógica, o Inca Venuziano Zen Zimp Afluoso (seja lá o que isso signifique).
Eles me enchem o saco. Odeio eles.
Começo a achar que essa missão é uma sacanagem da CICA. Começo a ter
certeza, aliás. Eles são um bando de incas venusianos.

Dia 4
Disse à tripulação que precisava tomar algumas decisões e fiquei
aqui na cabine. Sozinho.
Alguns membros da tripulação me perguntaram qual era o nosso
destino. Disse que era segredo militar e que se eles perguntassem de novo ia
ter de atirar neles. Isso deve me dar um certo ar de autoridade. E fazer
eles me deixarem sozinho. Meu plano é dormir até estourar e ver se acordo
deste pesadelo.
Ontem à noite tivemos dobradinha com jiló EM CLAPSULAS. O filme
escolhido foi " O Retorno do Neto de E.T. parte 5, a hora da vingança
continua".
 Quero morrer!
Bateram na minha porta à pouco. Dei dois tiros com minha Azimov 5000
que furaram a porta. Ouvi um barulho de corpo caindo no chão. Pelo menos
agora sabem que estou falando sério. Tenho de ter autoridade e respeito
aqui.

Dia 8
Eu sei que é minha obrigação escrever relatórios diários, mas já que
a CICA só vai ler isso quando a gente voltar e SE a gente voltar, foda-se.
Resolvi sair da cabine hoje. Acabou meu estoque de cream cracker e
minha tubaina Galática. Meu vaso entupiu e estou fedendo. Precisava sair. E
de um banho. Hoje é sábado par.
A tripulação me olha meio de lado, como se eu estivesse endoidando. Torcem o nariz para mim. Inveja da minha autoridade, tenho certeza.
Expliquei para eles que a minha atitude não era loucura, mas sim que uma
entidade cósmica tinha se apossado do meu corpo e por isso fiquei esquisito
uns dias. Agora estava bem. Não sei se eles engoliram.
Chegando na ponte notei certa preocupação do pessoal. Diria pânico. Todos berravam muito e se aproximavam de
mim aos prantos me agarrando e passando germes. Odeio germes. Usando minha voz de comando
mandei todos se acalmarem. Funcionou melhor quando repeti a frase com a arma
em punho.
Daí me explicaram:

-Senhor, temos um problema classe alfa, com prioridade omega.
Trata-se de uma improbalistica neutrônica, uma vez que o reator atômico
numero 3 está apresentando aumentos de neutrinos acusados pela central de
forma que a hembionica de ajuste está em desparioridade com a analise
funcional...

-Rapaz- disse olhando para o tagarelasinho. Era o tal Zen Flatuloso
ou algo assim...- cale-se. Vamos fazer um teste: Quero ver se você é capaz
de me explicar como se eu tivesse a mente de uma criança de 5 anos...


-Não será difícil imaginar isso, senhor...hum, digo, sim senhor!
- Me responda com huhum (sim) ou hu-hum (não), é um problema
biológico?

-Hummm .... hu-hum (não).

-É mecanico?

-Huhum (sim).

-É muito sério?

-Huhum (sim).

-Em termos técnicos, estamos fudidos?

-Huhum (sim). 

-Muito ou pouco?

-Muitíssimo, senhor! Um problema classe alfa, com prioridade omega,
uma improbalistica neutrôn...

-Pare!!!- disse delicadamente acenando com a minha pistola Asimov
5.000. Ele se calou.- Em termos menos técnicos, por obzéquio.

-Extremamente fodidos, senhor.

-Huummm... Ok, nada de pânico. Por que estamos fodidos?

-Bem... disse o maldito vermesinho, olhando para os lados... é que,
em termos bem basicos... o motor pode explodir, gerando um efeito que pode
nos transportar dimensionalmente através do espaço e nos causando uma onda
de dor e agonia que durará toda a eternidade...

-Como???!!

-O Motor vai dessa pra melhor e vai nos levar junto, senhor...

-Ah... Nada de panico! Temos como evacuar?

-Não senhor, já checamos isso, mas não.- Aquilo era sério: Milhares
de pessoas na tripulação dependendo de uma decisão minha. E nenhuma saída de
emergência funcionando para eu escapar de mansinho. Tsc tsc.

-Quanto tempo temos antes deste problema ficar pior?

-Dois dias senhor. Ah, e não chamamos o senhor antes porque...bem,
não achamos que pudesse ajudar.

Aquilo doeu. Eu, um profissional preocupado, centrado, ser acusado
assim, na frente de outros membros da tripulação. Tive uma atitude centrada.
Atirei nele a queima roupa (o desgramado sobreviveu).

-Bem... disse calmamente para meus subordinados... AGORA é hora de
pânico!

Como sobrevivemos? Aliás, sobrevivemos? Aguardem o próximo
emocionante capitulo da emocionante saga "Missão à Bolfogrameidos - Cap 2 -

(Ps: Escrevi isso há Eras).


domingo, 8 de janeiro de 2012

Evento Saia da Masmorra (Janeiro 2012)

As mesas previstas para 14 de janeiro são:


Warhammer Fantasy / Luciano G.

2a. guerra mundial) / Mauro

 
Flashing blades ou Space 1889 / Lucio
 
Mil e Uma Noites (Adaptação para Tagmar 2): Luciano "Tolkien"
 
Mesa "reserva": Akira (cybergeneration) / Brega


LOCAL: Point HQ Ipanema Galeria na rua Visconde de Pirajá n. 207. 3º piso loja 317
HORÁRIO: 14:00 às 19:00 (ou até a hora que o porteiro da galeria deixar).

O evento promete ser divertido como sempre. Venha conhecer ou jogar de novo RPGs diferentes.
Abraços e até lá.
Os organizadores.

Maiores informações em: http://www.saiadamasmorra.blogspot.com/2012/01/possiveis-mesas-para-14-de-janeiro-no.html

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dallas RPG: o PIOR RPG de todos os tempos


"All the drama and power, the wheeling and dealing, the loves and lives of tv's
greatest family are yours to enact in this fun-filled, fast-playing game."


O lema dos nossos encontros é "Se você tem coragem de mestrar, nós temos coragem de jogar".
E ele era verdade para mim... até agora!

Finalmente encontrei um RPG que, de tão bizonho, creio, é um desafio aos colhões e virilidade de todos os RPGistas no geral (e a minha paciência em específico).

"DALLAS, THE TELEVISION RPG" (coloco em letras garrafais para vocês não esquecerem) é uma idéia de RPG que deveria ser proibida pela convenção de Genebra.


Para a molecada ue não sabe o que foi "Dallas", um breve resumo:

Era uma novela (Argh), alias novela americana (Bleargh) daquelas que passou do ponto do dramalhão ao ficar por anos e anos e anos no ar (Hugh).

A trama (???) era uma sobre uma poderosa familia texana, podre de rica e podre, dona de uma Cia de petróleo (A "Ewing Oil Company" que acho que vou fazer uma versão para cyberpunk) em que dois irmãos (J.R., o Malvadão e Bobby, o irmão bonzinho mas bocó) passavam por todas aquelas tramas típicas tentando assumir as rédeas da empresa familiar.

A série/novela foi responsável por uma das cenas mais bizonhas de todos os tempos da TV (e vocês achavam Big Brother ruim):

Quando o ator de "Bobby" saiu da novela (ou foi saído, sei lá) uma temporada, o programa continuou sem ele, alegando-se no roteiro que ele tinha morrido de sei lá o que. Mas o público odiou a saída do bonzinho da trama e resolveram recontratar o cara com uma solução muito estúpida:

O ano de Temporada que ele teria ficado fora havia sido apenas "um sonho bizarro" de sua mulher, Pamela. Não por acaso, a cena vira e mexe é parodiada em outros programas (como "Family Guy")
Enfim, a noveleta era ruim pra cacete.

Mas vamos falar do jogo um pouco:

Os direitos do jogo são de 1980, mas creio que é ligado a série, e não tive confirmação se o ano de lançamento foi o mesmo.

Os jogadores podem assumir um dos principais personagens da novela, ou um dos personagens secundários, com fichas em cartões prontas com habilidades como "abilities" para resistir ou pressionar outro personagem, "power" usada em rolagens de negociação, e devem proteger alguns dos personagens e atacar os demais, enquanto um mestre (chamado aqui de "Diretor") alimenta a mesa com um enredo (muitas vezes retirado de um episódio da série). As resoluções de problemas usam 2d6 de modo geral e do que entendi é bem basicão e simplório.

Diferentemente dos RPGs tal como os conhecemos, as mesas podem terminar em "vitórias" ou "Derrotas" de jogadores, saindo um pouco do espírito cooperativo, o que faz o tal "RPG" se assemelhar ainda mais com um jogo de tabuleiro em alguns aspectos.

Em suas mais ou menos 60 páginas o RPG fornece alguns "scripts" de aventuras, algumas sugestões aos "diretores e uma parada que, para fãs da série, deve valer a pena, um background de algumas páginas sobre a trama e a Cia de petróleo.

Alguns atos que sejam considerados pelo Diretor (Mestre) como "ilegais" (assassinato, sequestro, etc) podem ser punidos por personagens que tenham cartões texas ranger, FBI, policiais ou equivalentes).

De modo geral o jogo clama por se conhecer a "mitologia" da noveleta Dallas, coisa que duvido que existam muitos jogadores dispostos por aí.

O fato de um RPG ser um tanto obscuro é, em geral, sinal de que não deva ser algo muito divertido de se jogar.
E "Dallas: The Television RPG"  é um jogo BEM obscuro.
O fato é que com a criatividade do pessoal atualmente, consigo imaginar um RPG Indie usando
"Dinasty" (outra novela péssima) e "Dallas" como possíveis RPGs divertidos, se forem direcionados ao humor negro, mas como foi feito, sinceramente, é uma merda.

Pontos Negativos:
1) Ausência absoluta de imagens e ilustrações, mesmo nos cartões.
2) O livro tem umas 60 páginas, a maior parte de coisas reduntantes que deveriam ter sido enxugadas.
3) O jogo é quase um jogo de tabuleiro e permite pouca, muito pouca interpretação. É muito engessado. E chato.
4) Não há combates, o que seria interessante em um RPG mais político como ele poderia ser, mas como ficou, é uma merda total.
5) Feito na onda do sucesso da série, não se sustenta por si só, o que condiz com a bauxa qualidade do seriado, sem a ^boa popularidade para compensar. E requer um conhecimento da trama que, hoje em dia, é quase nulo. Eu não conhecia a trama direito na época, imagina hoje em dia.
6) Não há boas regras para criação de outros personagens ou enredos semelhantes usando outra "trama" novelesca. Nem fichas de personagens, etc.
7) Regras simplórias e baixa interatividade, mesmo para o que já havia de opções mais ricas para o início dos anos 80.
8) Todo mundo ia querer jogar com o J.R., porque o resto dos personagens são uma bosta.
9) Infelizmente não é um sonho bizarro da Pâmela.

Pontos Positivos:
1) Só há 9 pontos negativos. Pela ruindade da coisa, é quase um milagre.

Veredito:
Vale a pena ler? Sempre vale, até pelo mal exemplo, mas jogar, na boa, não aconselho perderem tempo.

Brega

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fear of Girls: Série sobre Jogadores de RPG

Em um tom violentamente divertido, é um pseudo-documentário com dois jogadores de D&D com, diguemos... "pequenos problemas sociais".
Entre outras coisas, pelo que vi, um deles tem uma cunhada cristã fundamentalista, zero vida social, etc, ou seja, é uma série que brinca com alguns esteriótipos que podem não agradar a todos (eu pessoalmente adorei o que vi até agora). Estou assistindo ainda, mas recomendo fortemente.

Está em inglês. Legenda é para os fracos!


http://www.youtube.com/watch?v=7Mp7Ikko8SI&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=bP3GYdrW450&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=Dqk0mcpC_WU&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=Dqk0mcpC_WU&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=8FZrkDgpsF8&feature=relmfu

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Saia da Masmorra: RPG Indie de Dezembro

Só reforçando também por aquii, teremos esse sábado, 17/12/2011 na point HQ um dos melhores Saia da Masmorra até hoje.

Programadas (e confirmadas) teremos as mesas de:
-Rastro Cthullhu / Supernerds
-Paranóia / Max
-Grimm / Diogo
-Rebelião / Danilo

Ainda não confirmada, mas provável: -Ork / DM
Mesa Estepe: Cybergeneration: Akira (Brega) que possivelmente ficará para janeiro.

Várias boas opções para jogadores veteranos e novatos conhecerem ou voltarem a jogar RPGs diferentes.

LOCAL: Point HQ Ipanema Galeria na rua Visconde de Pirajá n. 207. 3º piso loja 317
HORÁRIO: 13:30 às 19:00
Mesa Estepe: Cybergeneration: Akira

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Kill Puppies For Satan: Um bom RPG do mal

Há alguns jogos que deveriam ser proibidos e queimados em praça pública, de tão ruins que são.

Mas não vamos falar de D&D quarta edição hoje, e sim de um dos RPGs de humor negro mais mortalmente engraçados jamais escritos:

"Kill Puppies For Satan: An Unfunny Rolleplayng Game" é um daqueles jogos que só mesmo sendo um débil mental completo para alguém achar que ele é a sério.

Ao contrário, é de uma (nem tanto) sutil ironia exatamente por escrachar com estereótipos e tornar "bom" ser "mau".

A ambientação é simples: Os jogadores servem a Satanas (ele mesmo) procurando bichinhos fofos para sacrificar.

E quanto mais fofo o bichano, mais pontos de maldade (Evil Points) o personagem ganha para ter poderes do mal, como telecinese, queimar pessoas, etc. Isso faz com que as pessoas odeiem os personagens, o que é o objetivo do jogo.
E quanto mais pessoas odiarem vocês, mais pontos de maldade vocês terao (Satanas, por exemplo, tem 7 bilhoes, pois todo mundo na Terra odeia ele)

Tipo o Flipper? Cara, só perde de fofura para a Lassie e vale uma baba em pontos. Ainda mais se você fizer suhi de golfinho ou croquete canino com testemunhas.

Aquele gatinho fofo no video da Internet? Fazer sopa dele ao vivo é quase ganhar na loteria.

A ficha é deliciosamente sacana: O jogador começa escrevendo no topo da página em branco "I kill Puppies For Satan". Depois tem de divir ponots em 4 atributos básicos (traduzido livremente por Frieza, Pilhado, Maldoso e Incansável).

Além disso um D6 é rolado para se calcular quantos pontos de Maldade o personagem começa ("Eu rolei 1 no dado"; "Eu rolei 3 no dado", etc...). Tem até uma linha explicando o que acontece se o jogador trapacear no dado chamada "Eu Trapaceei no resultado da Rolagem", que, aliás, ferra o jogador direitinho (ninguém pode acusar o autor de não conhecer jogadores de RPG).

 Há tabelas (ou algo parecido com isso, porque o jogo é bem simples) com pontuação para quantos pontos cada animal fofo dá e pela criatividade em trucidar os bichinhos.

Os inimigos dos jogadores são pessoas como heróis (que tem pontos por sua moral e popularidade), fanaticos religiosos, alienigenas, etc.

As regras usam D6 e são bem básicas, a ponto de até fãs de Restart entenderem.

A Arte do jogo não existe. Nem uma penga de um desenho. Nem figuras, páginas para colorir, etc. Necas. E o autor deste blog viu que isso era bom.

Suplementos: EXISTE um, por incrivel que possa parecer, chamado "Cockroach Souffle and other tasty tidbits for kill puppies for satan", que já começa bem, dando uma receita de "Suflê de Barata" e mais algumas abobrinhas.
Vulgo é um jogo podre, e essa é sua melhor qualidade.

Nem preciso dizer é um jgo para se jogar com maiores de 18 anos, adultos (nem sempre idade é algo confiável aqui) e de forma bem desencanada.
E, nem precisaria dizer isso aqui, mas é o caso, é um jogo e pessoas espertas não confundem brincadeiras com a realidade, pois não?

Satan Loves You.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Bacchanal: Um RPG Toga Toga Toga!

Puteoli (sim o nome é esse mesmo) era um dos maiores bairros na antiga Roma, na região portuária. E é lá, ao final do verão, que Baco, Vênus e outros deuses resolvem dar uma passada para verem o mundo um pouco com olhos de mortais.

A cena é a de uma festa, um Bacanal (que eram festas em homenagem ao deus do vinho muito mais do que a putaria franciscana a que ficou associada). Nela há um acusado e acusadores de algum crime contra o Império.

O jogo (sem mestre), é pura narrativa, com os dados tendo um papel relevante mas apenas descritivo, e com os jogadores se propondo descrever a acusação e como (se puder) o acusado se livra da mesma, em um jogo de intrigas e troca de acusações.

É necessário se experimentar para se entender de fato (ainda não experimentei, portanto não posso dizer que seja um expert), e talvez seja daquelas ideias bizarras interessantíssimas, porém injogáveis.
Ainda assim, fica a dica.

Brega

Em Belém...(Um conto vapt-vupt de Natal)

Em Belém...

Devidamente acomodados para dormir, o menorzinho pede ao avô:
-Conta de novo aquela história? Aquela de quando você nasceu?- Era época de tosar carneiros na região e os pais costumavam estar ocupados demais a ponto de preferirem deixar os filhos ao cuidado do velho ranzinza. Pelo menos com os netos ele tinha alguma paciência.O patriarca recomeça então a já conhecida trilha da história.
-Bom...deixe me ver aonde eu estava mesmo?
-Na manjedoura! Respondem os dois netos em conjunto.
-Isso! Manjedoura, aham... – prossegue- lembro-me bem agora. Era final do ano e era uma das noites mais bonitas que meus pais já tinham visto. Desde que nasci sabia que era especial. Eles estavam acomodados junto aos animais do estábulo, todos juntos porque estava especialmente frio.
E minha mãe, sua corajosa avó, que não dispunha dessas coisas modernas de hoje em dia disse ao seu bisavô: -Ò, é agora! Traz aquele balde de água aqui e não dá vexame e nem desmaia, tá legal?
-Meu pai- continuou enquanto fazia um ar compenetrado- então fez o que devia, que era basicamente, não interferir nessas coisas femininas, buscou água e ficou sem dar um balido, acompanhando a cena.
Lá fora pela janela, dizem, no momento que abri o maior berreiro uma estrela bonita e brilhante surgiu no céu anunciando meu nascimento .
Bom, de qualquer forma eu nasci peladinho, chorando que nem um bezerro desmamado e bonito (Não é a toa que vocês são bonitos: Puxaram a mim)! No meio de toda aquela palha, é bem verdade, meu pai ainda teve um pouco de dificuldades em me achar para romper minha placenta com os dentes, mas entendam, esse tipo de coisa, a Luz de lampião é complicado mesmo.
Já minha mãe, bem...ela comeu minha placenta com gosto (essa era a parte que os cordeirinhos faziam a cara enjoada, já meio ensaiada).
Tão importante foi meu nascimento que vieram três cavalheiros trazendo ouro, incenso e mirra uns dias depois para dar de presente. Deixaram lá com o pequenininho humano, mas em um lugar onde era fácil para mim alcançar e ver.
-O que é ouro, vovô?- Perguntou o maiorzinho.
-É uma coisa amarela, molenga e com gosto horrível.
-E o que é Incenso, vovô?- Perguntou o menorzinho, seguindo o roteiro.
-É um palitinho cheiroso, preto e de gosto bom.
-E o que é Mirra vovô?- perguntaram em um balido os netos.
-Não faço a mééééénor idéia!- respondeu, arrancando risinhos contentes.
Deu um beijo lambido em cada um dos netos, afofou sua própria lã e deixou ambos desabarem de sono, finalmente vencidos pelo cansaço.
Enquanto isso, a vaca ao lado faz uma cara de presépio. Melhor não discutir o assunto àquela hora.
Ainda mais com um cordeiro de Deus.

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PS: Os que me conhecem pessoalmente sabem o quão religioso eu sou: Absolutamente nada (sou ateu).
Mas gosto da festa de Natal e escrevi, anos atrás, o mini-conto acima, neutro o suficiente para agradar amigos cristãos, espero, e sem sair de minha visão cética (porém respeitosa).
Espero que gostem e feliz natal.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Bachanal: ESSE SIM é um RPG interessante!

É final do verão em Puteoli, sul de Roma, em 61 Antes de Cristo.
E os jogadores interpretam anfitriões e convidados em uma festa em homenagem ao Deus Baco...
Rpgsinho (para lá de Indie) de umas 10 páginas bem divertido.

http://www.1km1kt.net/rpg/bacchanal